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Personagem Africano faz OAB denunciar o programa Pânico na Band por racismo

Personagem Africano faz OAB denunciar o programa Pânico na Band por racismo

http://goo.gl/WgRHJ0 | A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra encaminharam denúncia à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do governo federal, contra o personagem Africano, interpretado pelo ator Eduardo Sterblitch no programa Pânico na Band, da Rede Bandeirantes. Para interpretar o personagem, o humorista, que é branco, pinta o rosto de preto e utiliza uma malha escura para cobrir todo o corpo.

Ele ainda age como um animal, não fala e somente faz caretas e danças consideradas exóticas. Segundo a denúncia feita pela OAB e pela Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra, o personagem é uma “afronta racial” e contribui para “perpetuar os efeitos e resquícios da escravidão negra”, como a prática do “black face”, quando  atores de teatro do século XIX  se coloriam com carvão de cortiça para representar personagens negros de maneira exagerada.

“As pessoas que produzem o personagem, o próprio ator ou as que estão rindo disso não percebem toda a carga de racismo, que tem origem na escravidão”, diz Humberto Adami, presidente da comissão. Em nota divulgada na última segunda-feira (10), o Pânico pediu desculpas a quem se sentiu ofendido pelo personagem e justificou que na atração também há sátiras de “mexicanos, chineses e árabes”. No Facebook, Eduardo Sterblitch também se desculpou e negou ser racista.

“Estou chorando… A quem deixei triste ou pior, peço desculpas por minha ignorância. Que, pelo menos, eu sirva de exemplo para que isso não aconteça mais”, escreveu. Nas redes sociais, internautas fizeram duras críticas ao personagem por também considerá-lo racista.

Fonte: bahianoticias.com.br

MP apura racismo e injúria contra Maria Júlia (Maju), apresentadora do tempo da TV Globo

MP apura racismo e injúria contra Maria Júlia (Maju), apresentadora do tempo da TV Globo

http://goo.gl/WhGCIP | Os MP/SP e MP/RJ se pronunciaram a respeito das ofensas sofridas em rede social pela apresentadora da Rede Globo Maria Júlia Coutinho, conhecida como Maju.

A produção do Jornal Nacional publicou, na noite de quinta-feira, 2, uma foto da apresentadora diante do painel da meteorologia, com um link sobre a previsão do tempo para a sexta-feira, 3. Desde então, diversas mensagens ofensivas e de conteúdo racista têm sido direcionadas à repórter na rede social.

Racismo e injúria

O MP/SP instaurou Procedimento Investigatório Criminal para apurar prática de racismo e injúria qualificada. A instauração foi feita de ofício pelo promotor de Justiça Criminal, Christiano Jorge Santos, a partir do conhecimento de que diversos internautas fizeram comentários com teor racista na página do Facebook do JN.

No RJ, o MP informou que, por meio da Coordenadoria de Direitos Humanos, solicitou à Promotoria de Investigação Penal que acompanhe o caso, com rigor, junto à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática.

“É inadmissível que em pleno século 21, no terceiro milênio, o ser humano ainda aja dessa forma. Esses criminosos merecem punição exemplar para que tais ofensas não mais ocorram”, afirma o procurador de Justiça Márcio Mothé, coordenador de Direitos Humanos do MP/RJ.

‪#‎SomosTodosMaju

No Facebook, a equipe do Jornal Nacional monstrou apoio à jornalista e publicou um vídeo, acompanhado das hashtags ‪#‎SomosTodosMajuCoutinho‬ e ‪#‎SomosTodosMaju‬. No mesmo dia, quando o programa foi ao ar, os apresentadores postaram uma foto segurando cartazes com a mesma mensagem.

Durante sua aparição no telejornal, Maria Júlia falou à equipe e ao público sobre o fato.

Estava todo mundo preocupado. Muita gente imaginou que eu estaria chorando pelos corredores, mas na verdade é o seguinte, gente: eu já lido com essa questão do preconceito desde que eu me entendo por gente. Claro que eu fico muito indignada, fico triste com isso, mas eu não esmoreço, não perco o ânimo, que eu acho que é isso que é o mais importante. Eu cresci numa família muito consciente, de pais militantes, que sempre me orientaram. Eu sei dos meus direitos. Acho importante, claro, essas medidas legais serem tomadas, até para evitar novos ataques a mim e a outras pessoas. Eu acredito que isso é muito importante. E agora eu quero manifestar a felicidade que eu fiquei, porque é uma minoria que fez isso. Eu fiquei muito feliz com a manifestação de carinho mesmo, como vocês disseram. Eu recebi milhares de e-mails, de mensagens. Acho que isso que é o mais importante. E a militância que eu faço, gente, é com o meu trabalho, é fazendo o meu trabalho sempre bem feito, sempre com muito carinho, com muita dedicação, com muita competência, que eu acho que é o mais importante. E, pra finalizar, Bonner e Renata, é o seguinte: os preconceituosos ladram, mas a caravana passa. É isso.

Fonte: Migalhas