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Como realizar um marketing jurídico digital sem infringir o Código de Ética e Disciplina da OAB? 5 dicas infalíveis.

Como realizar um marketing jurídico digital sem infringir o Código de Ética e Disciplina da OAB? 5 dicas infalíveis.

Publicado por Taís Castro

FONTE JUS BRASIL

O marketing jurídico digital

O mais antigo marketing jurídico que existe é a famosa indicação entre clientes, também conhecida como “boca a boca”, além da entrega física do cartão de visitas.

Ocorre que essas estruturas não são adaptáveis para o mundo digital, sendo necessário que o profissional adote outras estratégias como, por exemplo, a criação de conteúdo para as redes sociais.

A produção de conteúdo representa uma estratégia específica de informar o seu potencial cliente ao mesmo passo em que você torna pública sua expertise na sua área de atuação. Muito mais importante do que você ser um bom profissional é fazer com que as pessoas saibam disso.

Nesse sentido o marketing jurídico digital é a forma pela qual o advogado se utiliza das redes sociais para realizar seu marketing, passando a ter reconhecimento online e buscando prospectar clientes com a produção de conteúdo informativo.

Publicidade na advocacia à luz do Código de Ética e Disciplina da OAB

O Código de Ética e Disciplina da OAB possui um capítulo específico para tratar sobre a publicidade profissional, ficando claro desde o início que o advogado pode sim realizar publicidade, o que não pode é a propaganda.

Nesse sentido, o artigo 39 do Código de Ética e Disciplina dispõe expressamente que a publicidade exercida pelo advogado possui caráter meramente informativo, devendo primar pela discrição e sobriedade, sobretudo sem configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

A publicidade pode ser caracterizada como o ato de tornar algo público de forma não onerosa (sem que seja realizado um pagamento para isso). No caso do advogado é permitida a publicidade meramente informativa, ou seja, tornar público informações jurídicas com o único propósito de transmitir conhecimento para as pessoas, sem que isso configure uma consultoria em caso concreto – para isso é necessário que haja um pagamento porque estamos diante de uma prestação de serviço.

Já a propaganda está veiculada com um anúncio, porque pressupõe um pagamento para isso, possuindo um fim muito mais comercial e focado em vendas.

Com isso, a proibição da mercantilização pode ser entendida como o impedimento do advogado de tornar a advocacia algo com caráter comercial, exercer atos de comércio através da publicidade anunciando promoções, descontos e promovendo venda direta como se fosse uma empresa qualquer.

Ainda nesse assunto da regulamentação da publicidade na advocacia, há o Provimento nº 94/2000 que dispõe sobre a publicidade, a propaganda e a informação da advocacia.

No artigo 1º do Provimento nº 94/2000 fica expresso que ao advogado é permitida a publicidade informativa, devendo se limitar ao objetivo de levar o conhecimento do público em geral com dados objetivos e verdadeiros.

Assim sendo, não restam dúvidas que o advogado pode utilizar as mídias digitais como forma de realizar seu marketing jurídico digital, utilizando da publicidade em caráter meramente informativo para firmar sua presença online e ainda agregar conteúdo relevante para os potenciais clientes.

A técnica de marketing permitida ao advogado

Produzir conteúdo digital não é tarefa fácil, e por isso deve estar sempre aliada a uma boa estratégia para que todo esforço não seja desperdiçado.

Com isso é também crucial que o advogado saiba exatamente qual técnica de marketing utilizar, tendo em vista que o objetivo de produzir conteúdo é sempre norteado pelos parâmetros estabelecidos no Código de Ética e Disciplina da OAB.

Muito ao contrário do que a grande maioria pensa, existe sim uma técnica de marketing que é permitida ao advogado, e ela se chama Inbound Marketing!

O Inbound Marketing representa um Marketing de Atração e possui três pilares principais: atrair, converter e encantar. É uma espécie de marketing menos agressiva porque são as pessoas que vão até você e não o contrário.

E por que ela é permitida ao advogado especificamente?

Porque essa técnica possui o propósito de atrair potenciais clientes por intermédio da produção de conteúdo relevante. Assim, quanto mais conteúdo relevante você produzir, mais a pessoa que te acompanha ficará impactada e sentirá mais confiança para futuramente te contratar.

Mas é primordial fixar isso: o conteúdo produzido deve ter caráter RELEVANTE para a sua audiência.

E como o conteúdo relevante se introduz no nicho da advocacia?

Produzindo conteúdo jurídico informativo específico para os potenciais clientes que você deseja um dia atingir, visto que o que é relevante para uma pessoa pode muito bem não ser para outra – existem objetivos, metas e dores diferentes.

5 dicas infalíveis para produção de conteúdo jurídico nas mídias digitais

Agora que você já entendeu sobre a importância do marketing jurídico digital, a forma de realizar a publicidade na advocacia utilizando uma técnica específica do marketing é importante entender como isso pode ser feito na prática.

Aqui vão 5 dicas infalíveis para a produção de conteúdo jurídico:

1. Defina de forma clara sobre qual assunto jurídico você irá tratar;

Mesmo que você atue na prática como um advogado generalista, é importante que nas mídias digitais você seja reconhecido como autoridade em um ramo específico do Direito. Então escolha aquele que você possui maior afinidade e se apresente como expert naquele determinado assunto, isso atrai mais o público e gera maior confiança.

2. Seja o mais específico possível nos conteúdos;

Busque ao máximo produzir um conteúdo específico da sua área de atuação. Informe o público sobre algo bem detalhado, tentando se livrar de situações genéricas. Essa é uma forma de alcançar identificação no seu público com você.

3. Não exagere no juridiquês;

Se a sua intenção com a produção de conteúdo digital é informar o público leigo e com isso atrair potenciais clientes, tenha ciência de que nenhum deles reconhece a linguagem rebuscada jurídica – o famoso juridiquês. A linguagem é algo importante porque ela pode muito bem afastar ao invés de atrair o público. Fale a linguagem do cliente se ele é o seu foco principal.

4. Se atente com as informações prestadas;

O Direito está sempre em constante evolução, por isso só produza conteúdo jurídico sobre algo que você tem absoluta certeza sobre a veracidade dos fatos. Se algo mudar no cenário jurídico, houver alguma atualização ou revogação, informe imediatamente ou refaça seu conteúdo para não prestar informações equivocadas. Ao advogado é expressamente proibido levar à publicidade fatos falsos.

5. Identifique o perfil do seu público alvo e sua respectiva rede social;

Dependendo do seu nicho de atuação jurídica o seu potencial cliente pode frequentar mais uma determinada rede social do que outra. Portanto, realize um estudo minucioso sobre onde estaria o seu público alvo para criar um conteúdo direcionado para realmente ser encontrado por quem se interessa pela informação que você está prestando.

Necessidade de presença nas redes sociais

Com a pandemia do COVID-19 em 2020 quem ainda possuía alguma resistência com o mundo digital teve de ceder e fazer uma migração efetiva. Isso porque com os comércios parcialmente fechados em razão da quarentena e do isolamento social, a maior parte das interações e relacionamentos sociais passaram para o campus virtual, desde comércios onlines (chamados de e-commerce), como chamadas de vídeos instantâneas, entregas via delivery, entre vários outros serviços passaram a ser prestados de forma prioritariamente sem contato físico.

Dessa forma, todas as mídias digitais passaram a ser grandes centros de atenção e com tanta gente online e conectada fica muita mais fácil atrair um potencial cliente se você estiver no mesmo ambiente que ele.

Fato é que se você, ou a sua empresa, não são facilmente encontrados por sites de pesquisas como o Google muito provavelmente você sequer existe para o seu potencial cliente, portanto é primordial não apenas estar conectado, mas ter estratégias específicas para realizar a prospecção necessária.

Campo de busca do Jusbrasil

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Parabéns Dra Taís, excelente explicação.

E-mail marketing: saiba como a ferramenta pode ser uma verdadeira aliada do seu escritório

ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA – E-mail marketing: saiba como a ferramenta pode ser uma verdadeira aliada do seu escritório

http://goo.gl/8HFXva | Como anda a imagem do seu escritório no mundo online? Se a resposta for um sonoro “não sei”, é hora de rever essa postura. Isso porque a construção da reputação online é fundamental tanto para a fidelização dos clientes já existentes como para a divulgação do trabalho a fim de atrair os novos. Neste cenário, uma ferramenta simples e de alta eficiência que chega ao público-alvo com custos baixíssimos é o e-mail marketing. Uma pesquisa recente realizada pela McKinsey & Company aponta, inclusive, que o e-mail ainda é a forma mais eficiente de conquistar clientes: os resultados são 40 vezes maiores do que os obtidos via Facebook e Twitter.

Diante de todas essas informações, não é difícil concluir que um escritório de advocacia que tem como objetivo se tornar top of mind em sua área de atuação na comunidade deve apostar nesse canal de comunicação de alto retorno. O e-mail, além de ser uma arma importantíssima de marketing direto para a geração de tráfego, pode ainda levar tópicos jurídicos do mundo real para o digital e, assim, construir relacionamentos e aumentar o engajamento do cliente. Para que a ferramenta gere os resultados esperados, no entanto, é importante que ela faça parte de uma estratégia maior de comunicação eficaz com o público-alvo.

Afinal, por que investir em e-mail marketing?

No Brasil, a Internet é a mídia mais acessada pelo população, ultrapassando a televisão, de acordo com pesquisa realizada pelo Interactive Advertising Bureau. Neste contexto de grande abrangência da web, o e-mail ainda se destaca como sendo a atividade online mais popular, atingindo 94% dos usuários da rede. Dentre eles, 72% checam a sua caixa de entrada seis vezes ou mais ao longo do dia, e 75% utilizam o e-mail para fins comerciais. Vale ressaltar também que a tecnologia móvel tem grande peso nessas estatísticas: 56% dos brasileiros acessam a Internet pelo tablet ou pelo celular. Ignorar esses números pode significar perder clientes ou, no mínimo, deixar de conquistá-los. É por este motivo que, em meio à construção da presença digital do seu escritório, a elaboração de campanhas atraentes e eficazes de e-mail marketing é ação fundamental, e deve ser considerada ainda uma estratégia voltada para acessos mobile.

Os benefícios da ferramenta, entretanto, não se resumem ao seu grande poder de alcance. Dentre as vantagens do e-mail marketing, podemos citar ainda:

  • A mensuração dos resultados da sua estratégia de marketing no e-mail é bastante fácil e simplificada. Do número de e-mails enviados na sua campanha, é possível saber qual é a taxa de abertura (quantos e-mails foram abertos pelos usuários), a taxa de rejeição (mensagens não abertas), o número de cliques e os telefonemas e contratos gerados através da estratégia, e assim por diante.
  • O e-mail marketing possui a grande vantagem de operar por meio da permissão dos usuários, isso é, as mensagens só serão enviadas para quem deu sua autorização expressa para recebê-las. Isso evita que seus e-mails sejam confundidos com SPAM, mantém a boa reputação do seu escritório e ainda aumenta a eficiência da estratégia.
  • Outro benefício importante da ferramenta é a segmentação. Por meio do marketing por e-mail, é possível filtrar seus envios ao máximo para determinados contatos da sua base, o que permite especificar o conteúdo e a abordagem para públicos específicos, personalizando a abordagem, oferecendo serviços e conteúdos voltados para aquele público e aumentando também, por conseguinte, a chance de conquistar resultados positivos e uma alta taxa de conversão.

Tenha um diferencial no mundo online

Destacar-se entre as enxurradas de propagandas que chegam diariamente na caixa de entrada dos usuários é o grande desafio do e-mail marketing. Para isso, o conteúdo deve ser muito interessante, com linguagem simples e sem “juridiquês”. Newsletters, boletins sobre o mercado jurídico que afetam a vida do cliente ou uma espécie de clipping com matérias de interesse geral são boas dicas de conteúdo relevante para sua estratégia. Artigos de autoria dos advogados do escritório sobre temas de sua especialidade ou participações em eventos especiais também são ótimas pedidas.

Como fazer um e-mail marketing de qualidade

O primeiro passo é ter uma base de clientes e interessados no envio atualizado e de qualidade do seu conteúdo via e-mail, assim como ter a autorização dos destinatários. Caso contrário, o e-mail marketing corre o risco de cair na caixa de SPAM. De acordo com estudo realizado pela Return Path, líder mundial em inteligência de e-mail, 59% dos e-mails brasileiros enviados chegam à caixa de entrada, 15% caem na caixa de SPAM e 25% são perdidos ou bloqueados.

Layout atraente também é fundamental, assim como a periodicidade no envio dos e-mails. Como o assunto do meio jurídico é mais denso, o destinatário deve receber as mensagens com periodicidade mais espaçada para dedicar tempo à leitura, assimilando melhor seu conteúdo. O e-mail marketing, ainda, sempre deve conter os dados de contato do escritório para que o cliente possa interagir com seu remetente, bem como um cabeçalho de apresentação do local.

É importante ressaltar, por fim, que vale a pena contatar uma agência especializada para a criação de uma estratégia de e-mail marketing e o gerenciamento do disparo. Além disso, a mensuração dos resultados (etapa extremamente importante do processo) deve estar alinhada ao planejamento das ações de comunicação: longe de ser uma ação isolada, a ferramenta pode – e deve – ser aliada a outras ações e investimentos nas mídias tradicionais.

Fonte: blog.juriscorrespondente.com.br

O que o advogado não pode fazer para não perder clientes

O que o advogado não pode fazer para não perder clientes.

O que o advogado no pode fazer para no perder clientes

O advogado perfeito conhece, razoavelmente, a doutrina e a praxe forense, lê diariamente pelo menos um jornal de expressão, assina revistas de atualidades e não dispensa, de vez em quando, um bom livro, clássico ou de sucesso recente.

Publicado por Antonio Edelgardo Pereira da Silva

Imagine, prezado leitor, o seguinte: um cidadão marca, por intermédio de seu advogado, um almoço com a parte contrária e seu procurador, a fim de selarem um acordo há muito discutido por ambos os litigantes. Tudo acertado, comparecem, na hora marcada, o cliente, a outra parte e seu patrono; quanto ao advogado daquele, nem sombra. Dez, quinze minutos, meia hora, uma hora e meia, e nada de o causídico aparecer. Desorientado, o cliente opta por adiar o acordo, contrariando a outra parte, que se retira, frustrada, com seu procurador. Duas horas depois, chega o retardatário, rindo e se desculpando por “ter se esquecido do compromisso”! Desçamos um véu piedoso sobre a cena, pois não teríamos talento para descrever um caso de homicídio cometido sob violenta emoção…

Claro que o exemplo supra dificilmente ocorreria de fato, até porque um advogado consciente jamais abandonaria o cliente em compromisso tão importante. Serve, entretanto, para alertar o quanto um bom cliente poderia ficar irritado com eventual pouco caso de seu mandatário judicial. O que se pretende demonstrar é que, a par da confiabilidade extremada, a pontualidade é virtude indissoluvelmente ligada à advocacia, atividade diretamente ligada a prazos e formas.

Assim, o não-comparecimento a uma audiência ou a compromisso de trabalho, a perda de um prazo legal ou judicial, são atitudes incompatíveis com a boa fama profissional. Podem crer, perdido prazo, perdido estará o cliente, em todos os sentidos que esta advertência possa conter.

Outra conduta inconveniente e antipática do profissional consiste em prometer o impossível a seu cliente. Este, vale lembrar, é um leigo; sua tendência natural é acreditar em quase tudo o que seu procurador disser, pois este é sua esperança e seu farol, por perdida que pareça a causa. Seria temerário, entretanto, o causídico prometer amplo sucesso ao cliente, pois o resultado de qualquer processo é sempre uma incógnita, por previsível que pareça seu desfecho. Daí a regra salutar do art. 8º do CEDA, que manda o profissional informar o cliente, de forma clara e inequívoca, quanto a eventuais riscos de sua pretensão, e das consequências resultantes da demanda. Por outro lado, o advogado perfeito deve abster-se de patrocinar causa contrária à ética, à moral ou à validade de ato jurídico em que tenha colaborado (art. 20), além de correr o risco de incidir na prática de “lide temerária”, qual seja, o pleito irresponsável, lastreado por repulsivas chicanas, arrastando, consigo, o infeliz cliente mal orientado, que será considerado parceiro na maroteira (art. 32, parágrafo único, do EOAB).

Outro meio de perder clientes com facilidade é tratá-los com pouco caso, desinteresse e, até, irritação. Por incrível que pareça, há profissionais, felizmente raros, que agem assim. Diga-se, de início, que a paciência é uma virtude típica do advogado sério, que depende, com é sabido, da maior ou menor morosidade da tramitação dos feitos em que atua, bem como da boa vontade de um sem –número de pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, no processo, serventuários, testemunhas, colegas, promotores de justiça. Ora, ninguém é obrigado a advogar; se alguém optou pela advocacia como profissão, deve respeitar os princípios éticos desta, e a urbanidade é um deles.

O Código de Ética e Disciplina adverte que o profissional deve tratar o público, os colegas, as autoridades e os funcionários do juízo com respeito, discrição e independência, exigindo igual tratamento e zelando pelas prerrogativas e que tem direito (art. 44). Por outro lado, obriga-se o causídico a proceder com lhaneza (polidez, boa educação), empregar linguagem escorreita e polida, bem assim esmero e disciplina na execução de seu serviços (art. 45). Ora se a norma exige que o advogado trate bem o público, evidentemente neste se compreende a clientela que lhe paga os honorários.

Bem, um advogado malcriado e antipático é triste exemplo de mau profissional; existe, toda via, coisa pior: a comunicação deficiente e a desatualização técnica e cultural. Um advogado pode ser grosseiro, mas excepcionalmente, preparado ara exercer o seu mister; porém, o causídico que não sabe se expressar verbalmente ou redigir de forma razoável, e que demonstra total alienação dos conhecimentos jurídicos e absoluta ignorância do que ocorre no mundo e no País, não conseguindo manter um nível pelo menos razoável de conversação, inspira insegurança e desprezo, abrindo a guarda para o cliente mais esperto ir em busca de coisa melhor.

O advogado perfeito conhece, razoavelmente, a doutrina e a praxe forense, lê diariamente pelo menos um jornal de expressão, assina revistas de atualidades e não dispensa, de vez em quando, um bom livro, clássico ou de sucesso recente. Com isto, tem cabedal para manter uma conversa densa, cerrada sobre temas jurídicos concretos, de interesse do cliente, ou passar, tranquilamente, para um agradável bate-papo sobre amenidades. Isto cativa o cliente, por mais exigente que este seja, firmando seu conceito de profissional altamente qualificado para exercer a nobre arte de advogar.

Por Enderson Blanco de Souza em OAB-GO.

Antonio Edelgardo Pereira da Silva

Sócio da ABR JURÍDICO


FONTE; JUS BRASIL

ALGUNS COMENTÁRIOS

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9 votos

Antonio, parabéns pelo artigo.
Em breves considerações, você conseguiu trazer a tona praticamente as principais condutas que o advogado deve abster-se para não perder o respeito e a credibilidade de seus clientes.
Mas infelizmente Antonio, existem advogados que não prezam nem um pouco pelo que diz o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, que não têm o mínimo de consideração e respeito pelos seus clientes, quanto mais pela parte contrária.
O interesse de alguns é mostrar que são melhores que os outros, que conseguem ganhar a causa “no grito”, e muitas vezes o cliente fica empolgado com isso, principalmente aqueles acostumados com os filmes americanos, onde o advogado fala alto, esbraveja, e discute com o Juiz. Para este tipo de cliente, se o advogado não agir desta forma, e ele perder a causa, o único vai ser seu advogado.
Mas como diz o ditado, “o castigo vem a cavalo”, Um dia a casa cai, e a tese destes
advogados “de araque” vai perdendo o efeito, pois o cliente passa a enxergar mais longe.
Note-se que a pior coisa que um advogado pode fazer é criar animosidade com o Juiz, ou se indispor com alguma Turma do Tribunal. Vai ser perseguido pelo resto da vida. Sua carreira praticamente estará acabada, porque a fama deste tipo de profissional se espalha como areia no deserto.
Aí o cliente vai percebendo aos poucos, que a causa se ganha com base na defesa bem escrita, bem fundamentada, com a prova bem produzida, com as testemunhas bem esclarecidas, e “não aos berros” com o Juíz, para mostrar pro Cliente que “aqui mando eu”.
De advogado para advogado, só pra mostrar o outro lado da moeda, do qual eu, nos 27 anos de profissão, nunca compartilhei.
Forte abraço.

7 votos

Não sou advogado, mas já fui vítima de alguns maus profissionais.
Somente quero me contrapor à logica exposta: “Note-se que a pior coisa que um advogado pode fazer é criar animosidade com o Juiz, ou se indispor com alguma Turma do Tribunal. Vai ser perseguido pelo resto da vida. Sua carreira praticamente estará acabada, porque a fama deste tipo de profissional se espalha como areia no deserto.”
Será esse tipo de comportamento do advogado que procura não se indispor com o juiz, um dos que prejudicam o alcance à justiça?
Claro que o advogado fanfarrão deve ser descartado, isso pelos próprios possíveis clientes mas cabe a quem ocupa a cadeira de juiz, saber julgar o mérito da questão de forma imparcial, inclusive desprezando seus pareceres pessoais quanto a figura do advogado.
Advogado e juiz não fazem a justiça e esta não lhes pertence. Devem agir como instrumentos para que a justiça seja alcançada, utilizando-se das leis e na falha destas, de seu poder de persuasão e na sua convicção.
Juiz que persegue advogados, é um péssimo profissional. Advogados que se submetem aos erros do juiz para não se indisporem, também.
Quando tudo é tratado com o devido respeito, as partes podem e devem usufruir de todo direito que lhes for legalmente constituído.
Nesse braço de ferro entre advogados e juízes, com certeza, perde a justiça.

4 votos

Obrigado pelo comentário Doutor, como sempre enriquecedor.

6 votos

O texto toca, entre outros, em ponto com o qual convivo desde o início das atividades da advocacia, na década de 90: agir um pouco como advogado, um pouco como conselheiro, um pouco ainda como psicólogo (com as devidas restrições ante a falta de conhecimento específico), ou seja, às vezes durante o atendimento ao cliente se faz necessário quebrar a dureza do tema jurídico e partir para amenidades, de forma a tranquilizar o cliente o quanto possível para, com isto, beneficiar o andamento do nosso próprio trabalho.

2 votos

Isso mesmo Doutor André, comentário maravilhoso. Obrigado!

2 votos

Parabéns pelo artigo. Gostei também do trecho “a nobre arte de advogar.”
Perfeitos nunca seremos, mas a busca pela excelência na prestação dos serviços deve ser a meta de todo advogado!!

1 voto

Verdade Wylly Rêgo, obrigado.

2 votos

O artigo tem um pensamento completamente linear com minhas conduta de profissional. Tem que ser assim! O bom profissional valoriza aos clientes e a si mesmo.

1 voto

Bom saber disso Dra. Alanne Eugenia. Obrigado.

2 votos

Essa de ler um jornal diário soa até como piada, pois a maioria das pessoas e, provavelmente, a maioria dos advogados não lêem jornais. Afirmo sem dúvida nenhuma que a grande maioria dos recém advogados não tem o hábito de se informar através de jornais, e arrisco dizer que uma boa parcela desses jovens NUNCA pegou e leu um jornal na vida. Tenho também a impressão que as mulheres lêem menos jornais que os homens.

2 votos

Lendo esses textos fiquei muito de orelhas em pé, e, isso que foi citado tem muito de ser verdadeiro. Sou compositor, e, tenho problemas com Editoras e Gravadoras. Preciso muito de um Advogado ético, mas, tenho muito medo de contratar.
Eu, tinha um AMIGO Ad. já faleceu. Sempre ele me dizia poucos advogados são honestos. E, isso não sai da minha mente. Tenho muito medo de contratar um advogado. Essas causas são de grande valores, e tenho medo que no meio do caminho possa haver um desses encontros. Ás vezes me pergunto por quer eu tenho que dar todos os poderes à um Advogado, por exemplo: poderes que NÃO deveriam estar numa PROCURAÇÃO :>>>Transigir = Firmar Acordos = Contrato e Compromisso = Dar e Receber= Quitação= Receber Cheques= Assiná-los e Representá-los nas Agencias Bancarias = receber e dar Quitação= etc.
Acho que o contratante deveria ter total acesso no decorrer do processo, e, com a estão PROCEDENTE, contratante e contratado estariam presente na presença do Juiz. Ali, o MM. Orientava o contratante como iria ser proceder os meus Direitos. Com o contratado (Ad.) caberia a ele á porcentagem combinado com o contratante.
Assim ficaria mais um pouco confiável entre as partes.
Digo isso;
Por quer já tive problema com unhas advogadas e tenho certeza que o processo estava ganho, por razão de mal atenção delas e descuidos perdi o processo. Fui até a Ordem do Advogados, denunciar-las e não tive respaldo. Fui para Defensória Pública, para ter apoio Jurídico praticamente fui descriminado, parece ate que esses atendimentos são gratuitos, de algumas formar eu e o povo paga poesses atendimentos, né?
Se vocês tiverem Advogados para me representar no Judiciário de São Paulo e reabrir esse processo e outros, ficou contente em saber. Anida está em tempo.
atenciosamente,
Rubenito F/S.