Minha filha me proibiu de ver meu neto, o que devo fazer?

Minha filha me proibiu de ver meu neto, o que devo fazer?

Infelizmente há casos em que os próprios filhos impedem os pais de verem os netos, o que gera uma grande angustia aos avós que querem ter o direito de conviver com seus netinhos amados, você sabe o que fazer caso isso ocorra?

Publicado por Adriane Felix Barbosa

FONTE JUS BRASIL

Muitos avós vêm sendo barrados de conviver com seus netos de forma sadia, seja por serem impedidos por seus genros, noras, e até mesmo por seus próprios filhos, geralmente após algum desentendimento familiar, pois estes, acabam descontando suas mágoas com a proibição dos avós terem contato com seus netos, ou até mesmo para “se vingar” de ex-companheiro (a).

Não podemos fechar os olhos para os casos em que, os avós não possuem qualquer interesse em manter contato com os netos, os quais, não iremos tratar neste artigo, mesmo porque, geralmente os avós que buscam auxilio judicial, são justamente aqueles que amam e querem participar ativamente da vida dos netos, e não conseguem, pois são cruelmente impedidos pelos pais da criança.

Para solucionar esse problema, além do art. 227 da Constituição Federal, e do art. do Estatuto da Criança e do Adolescente, os quais informam que: “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” (grifo nosso), temos ainda a Lei nº 12.398/11, a qual alterou o art. 1.589 do Código Civil de 2002, o qual estabelece que, à critério do juiz, estende-se o direito de visitas aos avós, sempre observando o melhor interesse da criança e do adolescente.

Deste modo, impossibilitar a criança ou o adolescente da convivência familiar é uma atitude reprovável, e, que pode ainda ser prejudicial para a efetiva formação social e moral dessa criança ou adolescente, que está tendo seu direito de conviver em família, em especial, com seus avós tolhido.

Cabe destacar que não estamos aqui falando apenas de um direito dos avós, mas sim, do mais importante que é o direito da criança, onde ter uma família estruturada, e viver em harmônia, regada de amor e carinho dos familiares é de extrema importância para a formação física e psíquica dessa criança, além disso, as desavenças familiares entre os pais, não devem repercutir de forma negativa na convivência com as crianças e/ou adolescentes.

Assim, caso os avós estejam passando por essa situação, estes, poderão se socorrer da justiça para que os direitos de seus netos em conviver com os avós sejam resguardados, assim, o primeiro passo é: contratar um advogado de sua confiança, reunir provas de que está sendo proibida (o) de conviver com seu neto, além das demais documentações que serão solicitadas pelo advogado, após a análise de toda a documentação, o advogado irá elaborar e protocolar a ação de regulamentação de visita avoenga, onde o juiz irá determinar um prazo para os que os pais da criança possam responder no processo, e, analisar todo o conjunto probatório para então decidir sobre o processo, assim, dando tudo certo, o juiz irá regulamentar as visitas entre avós e neto, determinando dias e horários para que as visitas ocorram, sempre respeitando o melhor interesse da criança ou do adolescente, sem prejudicar os horários escolares da criança.

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Adriane Felix Barbosa29PUBLICAÇÕES130SEGUIDORES Logo do Jusbrasil com acesso para a página inicial Campo de busca do Jusbrasil Cadastre-seEntrar

1 Comentário

Faça um comentário construtivo para esse documento. Eliane Flores SampaioPRO2 horas atrás

Depois de sério desentendimento, meu genro (narcisista perverso) determinou que meus netinhos só poderiam vir na minha casa uma vez por semana sob a inspeção da minha filha. O meu neto, então com 7 anos (agosto/2019) qdo chegava perto de mim ficava piscando com os 2 olhos, tipo tique nervoso. Dava sintomas que era vítima de alienação parental contra mim. Então decidi que não precisava mais trazê-los na minha casa. Renunciei à visita semanal dos netinhos para evitar essa agressão contra o menino mais velho. Sei que quando ele puder, virá sozinho. Não peço a visita judicial pq o desgaste maior será para minha filha que é vítima do meu genro, mas ainda está cega ou mesmo não pode confrontá-lo. Ele sabe o que acho dele e teme que eu fale pro meu neto, o que eu não faria para preservá-lo. Sou pedagoga e promotora de justiça aposentada, em que exerci a defesa da criança e juventude. Tenho amigas que tem netos que moram no exterior, logo não posso obrigar meus netos a satisfazer meu ego. Sofro de saudades deles, mas desejo que eles tenham a vida plena sem alienação parental que é muito agressão psicológica pras crianças. 1

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