Desembargador de Goiás ameaça deixar audiência por causa de roupa de advogada. DÊ A SUA OPINIÃO TAMBÉM.

Desembargador de Goiás ameaça deixar audiência por causa de roupa de advogada

Eugênio Cesário diz que ela não estava à altura da atividade.

Publicado por examedaoab.com

O desembargador Eugênio Cesário, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), causou polêmica na última quinta-feira (17/8) depois de repreender, em meio a todos os presentes na audiência, uma advogada pelas roupas dela. No vídeo, gravado por um advogado que estava no local, ele diz que ela não está cumprindo o decoro forense e ameaça deixar a audiência.

“Podem discordar, mas nós temos um decoro forense a cumprir. Tem que estar à altura na forma e na aparência com o exercício dessa atividade e a senhora vem fazer sustentação oral de camiseta?”, disparou ele.

Em seguida, a desembargadora Yara Teixeira diz que ela está, na verdade, de vestido e diz que, embora não concordasse, poderia adiar a audiência caso ele se recusasse mesmo a participar.

Segundo o advogado Lucas Jabur, que gravou a cena, ela estava vestida “normalmente” e apenas não usava um terno. Depois do constrangimento, uma outra advogada que estava no recinto cedeu o seu para que ela pudesse prosseguir com a sustentação oral.

Lucas afirma ainda que não é competência do juiz regulamentar as vestimentas do advogado.

“O Art. 58. diz que ‘Compete privativamente ao Conselho Seccional inciso XI – determinar, com exclusividade, critérios para o traje dos advogados, no exercício profissional”, pontuou ele

Veja o vídeo:

Por meio de nota, o TRT lamentou e classificou o incidente como “isolado”. Veja na íntegra:

“Quanto ao ocorrido com a advogada na 2ª Turma de Julgamento, o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região lamenta e entende ser um incidente isolado, acreditando na manutenção das boas relações mantidas com a nobre classe dos advogados ao longo dos seus quase 27 anos de existência, sempre pautadas pelo mútuo respeito às prerrogativas próprias do exercício das relevantes funções igualmente indispensáveis à administração da justiça”

Fonte: Jornal Opção

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Boa tarde!

O episódio fez me lembrar dos meus tempos de programador (ainda em COBOL, lá por 1991).

Quando surgir diversas outras linguagens havia uma máxima na apresentação de resultados processados: “sacrificasse a forma nunca o conteúdo”. Isto porque o COBOL como regrar sacrificava o conteúdo mas nunca a forma. Assim, se havia espaço para seis dígitos significativos, e o resultado era 1.000.000, o display do resultado seria 000.000. Notras linguagens o resultado seria 1000000.

E o que isto tem a ver com o texto acima? Não  sei ao certo, mas me pergunto: se a pessoa é honesta e capaz, não pode se “mostrar” sem estar vestida de forma adequada ao rito? Parece que não, mas curiosamente, a inversa me parece verdadeira: mesmo que a pessoa seja nem tão honesta, nem tão capaz, se estiver vestida adequadamente, terá todo o direito de se expressar.

É a forma sobre o conteúdo…..

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Ótima analogia Claito. A vestimenta dela, em princípio não tira a essência do saber jurídico que com certeza ela deve ter. Ademais, percebe-se a famosa vaidade do nobre Julgador/Desembargador. Lamentável episódio.

Ótima observação da Gabriela Melo também. Irrazoável a postura dele. Vaidade a mil.

Talvez o problema seja que este senhor, Desembargador, é velho e ultrapassado.
Como também é advogado, mas ainda mantem posse de seus alfarrábios e costumes ultrapassados, choca-o o fato de alguém conhecedor de leis, vestir-se de modo atual.
No conceito deste senhor, a advogada deveria portar-se com uma túnica.
Mas cá entre nós:
Que mais ridículo existe, do que a vestimenta dos ministros do Supremo, com aquela capa preta, horrorosa ? Mais parecem morcegos voando em horário errado .

O que deveria ser contestado é a postura dele como profissional, não tem ética, constranger uma colega de profissão publicamente, na minha opinião ela deveria processar ele!

E vamos concordar que o vestido dela está bem longe de ser uma camiseta né…….

Esse é aquele típico caso de um dia que começou péssimo para um juiz e ele dedica esse dia a desmerecer um advogado!!!!!!

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Isso ocorre pelo simples fato de um desembargador ser remunerado de forma absurda com contra-cheque bem acima do teto constitucional, auxilio terno italiano com proventos acima de 200 mil , pagos pelo povo brasileiro, realmente fora da realidade. Lamentável a situação e mais uma derrota do judiciário frente a sociedade que já se encontra com a reputação na lama pela sua morosidade e pouca eficácia e gastando tempo e dinheiro do contribuinte com essa besteira de roupa inadequada na visão estilística desse desembargador.

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Até quando o judiciário ficará refém de homens que se consideram verdadeiros donos da justiça?
Vergonha!!! Nesse país a cada dia que passa mais se fortalece, na minha convicção, que as instituições, de uma maneira geral, estão tão corroídas que se aparecer um Nero e pôr fogo em tudo seria um favor.

Se aparecer um Nero e pôr fogo em tudo seria um favor… Excelente colocação.

Achei exagerada a atitude do Desembargador, até por que, apesar da singeleza do traje da advogada, verifica-se que o colo da mesma está bem coberto, porém os braços estão bem expostos; por sua vez, o restante do vestido cobre todo o corpo da profissional. Não acho que tal radicalismo vá acrescentar algo à nossa justiça, a qual, diga-se de passagem, está bem combalida face às atitudes de alguns magistrados que estão a toda hora aparecendo na televisão mais pelo impacto negativo de suas decisões do que pela beleza de soberbas togas.

Cumpre ressaltar que ela estava “nesses trajes mais simples” pois está em período de amamentação, então colocou a roupa que seria mais confortável para amamentar.
O que deve pesar no trabalho de um advogado é o seu conhecimento jurídico e não a roupa que veste, visto que existem muitos por aí, com roupas caras e totalmente formais, porém não sabem escrever o Ó sentado na areia.

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Respeito quem pensar diferente e faço
meu pedido de perdão a eles.

Mas parece que, atualmente, muitos
esquecem daquela máxima.

“Ninguém vai à praia de terno,
ninguém deve ir ao funeral de biquini”.

Se se lembrassem disto,
MUITAS CONFUSÕES seriam evitadas.

#JustMy2Cents

A maioria dos Juízes acreditam que são “deuses”, enquanto a mesma parcela de desembargadores “tem certeza”.

A atitude desse “semi-deus” é deplorável!

O TRT e a OAB tem que tomar uma posição e punir esse elemento.

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Boa tarde, não concordo com nenhum tipo de discriminação, seja a que nível for, contudo, devemos lembrar que estamos tratando de uma ADVOGADA, não é uma pessoa simplória, é alguém com formação acadêmica e sobretudo jurídica. Por essa razão, o mínimo que se espera de alguém com tais requisitos, e´que cumpra as mais elementares regras de um determinado local, no caso um TRIBUNAL, onde iria realizar uma sustentação oral, ou seja, uma profissional que iria representar seu cliente, não estando ali por acaso, mas por dever de ofício, razão pela qual deve ter em conta o dever de se portar adequadamente. Na minha opinião, a vestimenta inadequada é passível sim de repreensão, obviamente que tal não condiz com humilhação. Acredito que seria de bom tom que ela estivesse usando sua beca, que é exatamente o que uso quando tenho de fazer uma sustentação oral junto ao Tribunal, seja ele de Justiça ou do plenário do júri. Assim, entendo ser obrigação do profissional se portar e se vestir adequadamente à circunstância, ou alguém acharia normal que ela estivesse de chinelos, uma saia curta ou shorts, para tanto. Não concordo com nenhum tipo de constrangimento, contudo, para evitá-lo, procuro me portar adequadamente dentro do ambiente. É como ir de terno à praia, não é proibido, contudo é absolutamente incondizente com o ambiente.

Dra…provoque outro “incidente isolado”…vá de fio dental à próxima audiência em que este desembargador esteja presente…talvez ele goste, não é?

Sinceramente, são essas situações que levam a gente a crer o quão distante esse país esta de praticar justiça. Pois se para uma advogada se procede assim, quiçá para o senhor ou senhora humilde que tentam acessar o judiciario.
Essa é a maxima da casta abastada contra aquilo que lhe incomoda ver, ou seja, que independente da toga exista sabedoria que nao se mede pela capa.
Lamentável atitude em que a ignorância se assoberba e desconsidera que é a simplicidade a mais nobre essência que se perdeu em algum canto dessa nação.

Isso foi e é extremamente e indescritivelmente ridículo.. PARA O JUDICIÁRIO. Poderiam representar contra esse Magistrado junto à Corregedoria da própria Corte e junto à Corregedoria Nacional de Justiça.

Será que ele julgou ou vai julgar o processo de acordo com a lei, ou o “incidente” também terá o condão de prejudicar o trabalho da advogada.

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Lamentável a atitude do desembargador. Espero que não Ordem tome as providências cabíveis, afinal foi um desrespeito a nossa classe.

Será que é o mesmo que não queria fazer a audiência porque o Advogado estava sem a gravata?

Muito certo o desembargador, as pessoas não tem mais um pingo de vergonha na cara, de decência, de noção, de elegância, de sobriedade, de seriedade, nada de nada, a maioria acha que tudo é um bordel, se bem que, nessa republiqueta, em se tratando de judiciário, a coisa está muito depravada mesmo, tá lá o giumau que não deixa mentir.

Mas quem ganha a fortuna que TODOS eles ganham deveria ter alguma noção. Juízes, de$embargadores, devo gados, em sua esmagadora maioria só prestam desserviços às pessoas de bem, existem mais para proteger a bandidagem.

E no geral, as pessoas se vestem como se fossem para uma estrebaria, chiqueiro, esgoto, roça, obra etc, é um povinho dominado pela ditadura do proletariado, avacalhação total, sujeira total, cafonice total, péssimo gosto em tudo, em tudo mesmo.

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Respeito quem pensar diferente e faço
meu pedido de perdão a eles.

Mas parece que, atualmente, muitos
esquecem daquela máxima.

“Ninguém vai à praia de terno,
ninguém deve ir ao funeral de biquini”.

Se se lembrassem disto,
MUITAS CONFUSÕES seriam evitadas.

#JustMy2Cents

Como falta substancia aos nossos dignissimos magistrados, restam-lhes a forma.

O incidente caracteriza um constrangimento injurioso e difamatório cometido por abuso de autoridade em recinto público, que enseja entre outros enquadramentos representação funcional contra o juiz, e a impetração de ação indenizatória por danos morais contra a imagem da pessoa e o livre exercício de atividade profissional da advogada. Caso fosse necessário qualquer observação a respeito da adequação de vestimenta no recinto judiciário, o ato deveria ser em particular sem censura pública, sem constrangimento pessoal e sem discurso injurioso e difamatório.

Cada dia mais decepcionada com estes “incidentes”. Quem ele pensa que é?
É lamentável a falta de respeito com a pessoa da advogada, que deveria ser avaliada por seu desempenho jurídico e não pelo traje. Tanta coisa para ser corrigida no judiciário e ver alguém com esta postura se achando o dono do mundo, me enoja. Eu gostaria muito de acompanhar o desfecho deste triste episódio.

Esses marajás se acham acima de todos, inclusive da Lei, e não apenas nos extorquem vencimentos milionários como vez que outra nos brindam com cenas circenses, bizarras, como essa. É o que dá sermos subservientes a um Estado dominado por castas de ungidos perpétuos, protegidos pelas respectivas corporações contra a justa indignação do cidadão comum que os leva às costas.

Ola Jurisbrasilis.
O importante aqui, não é só o assunto da vestimenta da advogada.
Mas saber, qual a providencia que a OAB tomou em favor da advogada. Alguém aqui, sabe se a OAB interviu para ajudar a colega?
Mas se ela estiver com a ANUIDADE em atraso, ai ela aparece.
VAMOS QUE VAMOS!!!!

Concordo com ele, não desvaloriza ela, mas o traje está mesmo fora do padrão e se formos argumentar que o traje não tura dela a capacidade, daqui a pouco teremos outras até de short ou biquine, para tentar ganhar a causa.

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Deve ser porque ele só ve a mulher com pijama e calçola, quando vê uma de camiseta pensa que ta pelada….

Ridículo esse excelentíssimo…

Na verdade tinha que trabalhar mais e falar menos, pois se não fossem os advogados não existiria trabalho para os excelentíssimos e afins….

É o que eu sempre digo…. “MUITA OBEDIÊNCIA E POUCA EFICIÊNCIA” Salve BRASIL

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