Dia: maio 11, 2017

Veja AQUI EM PRIMEIRA MÃO 10 vídeos do depoimento de Lula a Sergio Moro na operação ‘Lava Jato’

Veja os vídeos do depoimento de Lula a Sergio Moro na operação ‘Lava Jato’

Terminou na noite desta quarta-feira (10/5) o primeiro depoimento dado pelo ex-presidente Lula como réu na operação “lava jato”. Ele falou ao juiz Sergio Moro sobre uma ação penal em que é acusado de ter sido beneficiado pela reforma de um apartamento pela construtora OAS.

Segundo relatos dos advogados presentes ao depoimento, Lula mostrou-se seguro durante todo o depoimento, que durou mais de cinco horas. Deixou de responder apenas as perguntas de Moro que não tinham a ver com o processo — por exemplo, o que o ex-presidente pensa a respeito do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal. As perguntas do Ministério Público Federal também foram respondidas sem tergiversações, contaram os advogados.

A defesa se incomodou com o questionário preparado por Moro, que repetia muitas das perguntas que Lula já havia respondido em outras ocasiões, quando depôs como testemunha em outros processos. Os advogados pediram que o magistrado as adaptasse para o processo e discussão, mas ele seguiu com seu questionário.

A audiência foi acompanhada pelos advogados Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, que defendem Lula, e Fernando Augusto Fernandes, que representa o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Nesta quarta, Fernandes foi ao Supremo e ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região contra a proibição, imposta por Moro, de entrar na audiência com celulares.

Durante o depoimento, Lula explicou que nunca foi dono do apartamento e nunca teve qualquer relação com ele. Soube de sua existência em 2006, quando Marisa Letícia, sua mulher, contou que havia comprado cotas de participação num consórcio que envolvia o prédio, e em 2014, quando Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, o procurou para falar do assunto.

Em 2014, Lula disse a Pinheiro que não tinha interesse no apartamento, que estava “cheio de problemas”. Pinheiro, então, teria dito “vamos conversar”, e nunca mais voltou ao assunto.

Outra das acusações é que um elevador foi instalado no apartamento, tríplex, a pedido do ex-presidente. “Eu moro num apartamento com escada caracol. Seria insano eu pedir um elevador em um apartamento que não é meu e deixar o apartamento que vivo há mais de 20 anos sem!”, respondeu Lula.

Ao fim do interrogatório, Lula reclamou de vazamentos de conversas com seus familiares à imprensa, da condução coercitiva sem intimação prévia e dos “jovens” que estão à frente da “lava jato”.

“O Ministério Público, que é uma instituição que ninguém respeita como eu respeito, não foi feita para isso. Acusação tem que ser séria, tem que ser fundamentada, não pode ser especulativa”, disse o ex-presidente. “Hoje, a acusação é muito mais feita pelas capas dos jornais e das revistas do que os dados concretos das perguntas que vocês me fizeram. Pelas perguntas que vocês me fizeram, o Dr. Moro não deveria nem ter recebido a acusação”, criticou.

Lula ainda disse que o juiz deveria se “preparar” caso seja absolvido das acusações, porque será criticado pela imprensa. “Infelizmente, eu já sou atacado por bastante gente, inclusive por blogs que supostamente patrocinam o senhor”, respondeu Moro.

Veja os vídeos do depoimento desta quarta, divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo:

Fonte: Conjur

Juíza diz em artigo que existem duas justiças no Brasil: A dos juízes indicados por políticos e a dos juízes concursados.

Juíza diz em artigo que existem duas justiças no Brasil: A dos juízes indicados por políticos e a dos juízes concursados

Os ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Tófolli e Ricardo Levandovisk soltaram Zé Dirceu. Convido meus amigos do Face a ler o texto abaixo, da lavra da juíza Ludmila Lins Grillo, com o qual o País todo concorda plenamente.

 

Esse texto, conforme a autora foi escrito em dezembro de 2016

“Sempre que o STF profere alguma decisão bizarra, o povo logo se apressa para sentenciar: “a Justiça no Brasil é uma piada”. Nem se passa pela cabeça da galera que os outros juízes – sim, os OUTROS – se contorcem de vergonha com certas decisões da Suprema Corte, e não se sentem nem um pouco representados por ela.

O que muitos juízes sentem é que existem duas Justiças no Brasil. E essas Justiças não se misturam uma com a outra. Uma é a dos juízes por indicação política. A outra é a dos juízes concursados. A Justiça do STF e a Justiça de primeiro grau revelam a existência de duas categorias de juízes que não se misturam. São como água e azeite. São dois mundos completamente isolados um do outro. Um não tem contato nenhum com o outro e um não se assemelha em nada com o outro. Um, muitas vezes, parece atuar contra o outro. Faz declarações contra o outro. E o outro, por muitas vezes, morre de vergonha do um.

Geralmente, o outro prefere que os “juízes” do STF sejam mesmo chamados de Ministros – para não confundir com os demais, os verdadeiros juízes. A atual composição do STF revela que, dentre os 11 Ministros (sim, M-I-N-I-S-T-R-O-S!), apenas dois são magistrados de carreira: Rosa Weber e Luiz Fux.

Ou seja: nove deles não têm a mais vaga ideia do que é gerir uma unidade judiciária a quilômetros de distância de sua família, em cidades pequenas de interior, com falta de mão-de-obra e de infra-estrutura, com uma demanda acachapante e praticamente inadministrável.

Julgam grandes causas – as mais importantes do Brasil – sem terem nunca sequer julgado um inventariozinho da dona Maria que morreu. Nem uma pensão alimentícia simplória. Nem uma medida para um menor infrator, nem um remédio para um doente, nem uma internação para um idoso, nem uma autorização para menor em eventos e viagens, nem uma partilhazinha de bens, nem uma aposentadoriazinha rural. Nada. NADA.

Certamente não fazem a menor ideia de como é visitar a casa humilde da senhorinha acamada que não se mexe, para propiciar-lhe a interdição. Nem imaginam como é desgastante a visita periódica ao presídio – e o percorrer por entre as celas. Nem sonham com as correições nos cartórios extrajudiciais. Nem supõem o que seja passar um dia inteiro ouvindo testemunhas e interrogando réus. Nunca presidiram uma sessão do Tribunal do Júri. Não conhecem as agruras, as dificuldades do interior. Não conhecem nada do que é ser juiz de primeiro grau. Nada. Do alto de seus carros com motorista pagos com dinheiro público, não devem fazer a menor ideia de que ser juiz de verdade é não ter motorista nenhum. Ser juiz é andar com seu próprio carro – por sua conta e risco – nas estradas de terra do interior do Brasil . Talvez os Ministros nem saibam o que é uma estrada de terra – ou nem se lembrem mais o que é isso. Às vezes, nem a gasolina ganhamos, tirando muitas vezes do nosso próprio bolso para sustentar o Estado, sem saber se um dia seremos reembolsados – muitas vezes não somos.

Será que os juízes, digo, Ministros do STF sabem o que é passar por isso? Por que será que os réus lutam tanto para serem julgados pelo STF (o famoso “foro privilegiado”) – fugindo dos juízes de primeiro grau como o diabo foge da cruz? Por que será que eles preferem ser julgados pelos “juízes” indicados politicamente, e não pelos juízes concursados?

É por essas e outras que, sem constrangimento algum, rogo-lhes: não me coloquem no mesmo balaio do STF. Faço parte da outra Justiça: a de VERDADE.”

AUTORIA ;Juíza Ludmila Lins Grillo

Fonte: Dr. Edailton Medeiros – Campina Grande-PB

Facebook da Juíza 

FONTE: http://prgomessilva.blogspot.com/2017/05/juiza-diz-em-artigo-que-existem-duas.html

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