Excelente [Modelo] Ação de Guarda – Alienação Parental – c/c Alimentos

[Modelo] Ação de Guarda – Alienação Parental – c/c Alimentos

Pedido de reversão da guarda com busca e apreensão da menor e antecipação de tutela para os alimentos. DE ACORDO COM O NOVO CPC.

 Resultado de imagem para reversão da guarda alienação parental

 Publicado por Janaína Novais

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA __ª VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE XXXTRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA

Fulano, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do documento de identidade RG nº XXX e inscrito no CPF/MF sob o nº XXX, residente e domiciliado na XXX, nº XX, XXX, XXX/XX, CEP XXX, titular do e-mail xxx@xxx.com.br, e XXX, menor impúbere, certidão de nascimento registrada as fls. XXX sob o nº XXX, do livro nº XXX de assentamentos de nascimentos do Xº Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais da Comarca de XXX/XX, por sua advogada, que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro na Lei nº 12.318/2010, propor

AÇÃO DE GUARDA – ALIENAÇÃO PARENTAL – C/C ALIMENTOS

em face de Beltrana, portadora da identidade RG nº XXX e inscrita no CPF/MF sob o nº XXX, residente e domiciliada na Rua XXX, XXX, XXX, XXX/XX, CEP XXX, pelos motivos de fato e de direito que passa a expor.

PRELIMINARMENTE

Da Gratuidade da Justiça

Inicialmente, os Autores, com fundamento no art. 98 do Código de Processo Civil, requer a concessão dos benefícios da Gratuidade da Justiça, visto que se encontram em estado de insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios.

Da Prioridade na Tramitação

Requer prioridade na tramitação da presente demanda, tendo em vista se tratar de ação de guarda com interesse de menor e ocorrência de alienação parental, nos termos do art. 152, parágrafo único, da Lei 8.069/90 e art. da Lei nº 12.318/2010.

DOS FATOS

A criança é fruto de união estável havida entre o primeiro Requerente e a Requerida, conforme Certidão de Nascimento acostada (Doc. 1).

A guarda da menor ficou definida em acordo realizado em audiência (Doc. 2), nos autos do processo nº XXX no dia XXX, da seguinte maneira:

“2) A guarda da filha ficará com a mãe, sendo que, até os 02 anos de idade da menor, o pai poderá visitá-la aos sábados ou domingos, por duas horas, das 10:00 horas às 18:00 horas. Após os 02 anos de idade o pai poderá visitá-la e sair a passeio em finais de semana alternados, das 10:00 horas do sábado até 18:00 horas do domingo. Cada um dos pais ficará com a filha durante a metade do período de férias escolares. Ela passará o Natal com um dos genitores e o Ano Novo com o outro, alternando-se nos anos seguintes. O dia dos pais passará com o pai, dia das Mães com a mãe. Ficará facultada a visita do pai no aniversário da criança; 3) O requerente pagará, a título de alimentos à filha, o valor correspondente a 25% de seus vencimentos líquidos (excluindo-se INSS e IR), incluindo-se 13º salário, horas extras, adicionais e verbas rescisórias; a pensão não indicará sobre o FGTS, ou sobre a multa rescisória de 40% na hipótese de rescisão; os descontos serão feitos diretamente em folha de pagamento do alimentante e depositados em conta corrente a ser aberta na agência da Nossa Caixa nesse foro regional, cujo número será, oportunamente, informado ao autor. Em caso de desemprego pagará pensão alimentícia no valor de 1/3 do salário mínimo, mensal até o dia 10 de cada mês; 4) O autor cede os direitos de usufruto que possui sobre o imóvel indicado a fls. 20 para a filha XXX, anotando-se que referido imóvel se refere ao lote de terreno de nº XX da quadra XX do loteamento denominado XXX e que esse bem foi adquirido por contrato particular de compromisso de compra e venda datado de XXX.”

Desde então, a menor está sob os cuidados da genitora, que apresenta personalidade instável e descontrolada (Doc. 3).

A genitora dificulta a visitação do genitor à menor, tendo, por vezes, deixado de levar a criança ao local combinado para visitação ou atrasado demasiadamente, de modo a inviabilizar a visitação e descumprindo o acordo homologado judicialmente acima colacionado, o que pode ser comprovado através dos vídeos que serão acostados aos autos, bem como Boletins de Ocorrência registrados pelo Autor (Doc. 4).

Em razão dos impedimentos causados pela Requerida, houve a necessidade de uma nova audiência (Doc. 5), ocorrida em XXX, para, mais uma vez, regulamentar o direito de visita do Autor, na qual foi decidido o seguinte:

1) as visitas ocorrerão em finais de semana alternados, aos sábados ou domingos, de acordo com que as partes combinarem, por 02 horas, até a criança completar 02 anos, quando então prevalecerá o acordo anterior; 2) a primeira visita ocorrerá no próximo dia 08.08 às 15:00hs, na portaria do bosque dos jequitibás, uma parte informará o nº do celular a outra para qualquer aviso de imprevisto. Caso não haja possibilidade de cumprimento do acordo o juízo estabelecerá visitas neste fórum; 3) A ré fica responsável pelo pagamento de contas de luz, em aberto, o que se dará até o dia 20 de agosto, quando ele transferirá para o seu nome na CPFL a responsabilidade pelo pagamento. ”

Contudo, a Requerida se manteve na posição de dificultar o contato do genitor com a menor, sendo que por duas vezes, a Requerida bloqueou o número do celular do Requerente no celular da criança, dificultando o contato.

Em uma oportunidade de visitação do genitor à menor, a criança apareceu machucada, dizendo ter sido machucada pela mãe, conforme fotos (Doc. 6) vídeo que também será anexado aos autos.

Além disso, a Requerida faz campanha de desqualificação do genitor, chamando-o de “retardado”, entre outros adjetivos pejorativos, na frente da criança (vide Termo de Declarações BO XXX – Xº DP XXX e BEO XXX – Doc. 7). Não contente, a Requerida ainda desqualifica o Requerente em seu ambiente de trabalho, fato que também fora registrado em Boletim de Ocorrência.

Não bastasse, a genitora omite informações sobre a saúde, bem-estar e educação da criança, deixando de fornecer informações ao genitor, além de não dar conhecimento ao genitor dos boletins escolares desde o ano de 2015.

Não obstante, é indispensável ressaltar que a requerida dispõe de todos os meios necessários para zelar pela sua filha, visto que, além do valor da pensão que é paga pelo Autor mensalmente (25% dos vencimentos líquidos), o Requerente deixou à disposição da Requerida uma casa mobiliada para que ela pudesse morar com a criança. A Demandada não mora no imóvel e alugava o mesmo, utilizando o dinheiro proveniente do aluguel inteiramente; atualmente, o imóvel encontra-se vazio e abandonado (Doc. 8), sendo que a Requerida não zela pelo referido bem. Além disso, a Requerida é sócia da empresa XXX (Doc. 9), da qual o Autor é sócio, mas não recebe nenhum lucro da mesma – o Administrador (e sócio) da empresa é o Sr. Benedito Aparecido de Mira, padrasto da Requerido, motivo pelo qual supõe o Autor que os lucros estejam sendo repassados à Demandada.

Recentemente, a genitora viajou com a criança para a cidade de XXX/XX em um final de semana em que o Requerente exerceria seu direito de visitação, sem comunicá-lo, como comprova o Boletim de Ocorrência nº XXX registrado no dia XXX no Xº DP de XXX.

Frise-se que a genitora vem informando ao Requerente que se mudará com a criança para a cidade de XXX/XX, o que dificultará penosamente a visitação, em afronta ao art. 1.634, V, do Código Civil. A mãe tenta, com isso, impedir a convivência familiar entre o genitor e sua filha.

É imprescindível esclarecer que, apesar das inúmeras tentativas do Requerente de resolver de forma consensual esta situação com a Requerida, todas restaram infrutíferas, já que a Requerida persiste com agressividade, na tentativa insistente de afastar o genitor da criança.

Não é de hoje que o Requerente busca desempenhar suas obrigações paternais, porém, sempre foi inibido pela Requerida, que, em muitas vezes, até mesmo impede as visitas do Autor para com a criança, levantando barreiras, inferiorizando o Requerente para a criança, conforme se prova nos Boletins de Ocorrência anexos.

Frise-se que sempre o genitor se mostrou um pai presente, carinhoso e disposto a criar e a educar a sua filha, inclusive realizando a doação de seus direitos de aquisição sobre imóvel para a criança, a fim de garantir-lhe um patrimônio, conforme consta no Termo de Audiência do dia XXX, no processo nº XXX (Doc. 1 e Doc. 10).

Diante de tamanho trauma a que sua filha está exposta, não restou ao Requerente outra opção, se não a propositura da presente demanda.

DO DIREITO

da medida cautelar – GUARDA

Nos termos dos artigos 294 e seguintes do Código de Processo Civil, requer seja expedido, em caráter de urgência, mandado de busca e apreensão da menor XXX, que se encontra em risco, visto que cada minuto que passa sob a posse de sua genitora, acarreta cada vez mais danos irreparáveis a sua sanidade física e mental, razão esta da propositura da presente ação.

A medida cautelar encontra previsão no art. 301 do Código de Processo Civil, senão vejamos:

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada mediante arresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação do bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do direito.

Desta feita, conforme explanado anteriormente, a medida justifica-se pelo perigo iminente da Criança, evitando que se agrave mais ainda os danos proporcionados à mesma pela sua genitora.

Do “periculum in mora” e do “fumus boni iuris

Diante de todo o exposto, resta imperioso concluir-se pela extrema necessidade da medida cautelar, eis que patente a configuração do “periculum in mora” e do “fumus boni iuris”, nos termos do art. 305 do Código de Processo Civil, que se transcreve:

Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.

Ora, cumpre frisar que o direito do Requerente de obter a guarda de sua filha encontra-se ameaçado pelas atitudes da Requerida acima relatadas.

Assim, a medida cautelar revela-se de suma importância, no sentido de garantir a eficácia da sentença que vier a ser prolatada. É fundado, pois, o receio do Requerente de que se esperar pela tutela definitiva possa restar prejudicado o resultado do processo.

Diante da informação da Requerida de que pretende se mudar para a cidade de XXX/XX com a criança, não é outra a conclusão, senão a de que a Requerida, uma vez citada, procurará meios de se mudar com a criança o mais rápido possível, a fim de dificultar o acesso do Requerente á menor.

Assim, a citação da Requerida poderá tornar ineficaz a própria medida pretendida, restando plenamente cabível, e outrossim, necessária a concessão da liminar, determinando-se, desde já, a busca e apreensão da menor, colocando-a, destarte, sob a guarda do Requerente.

DA GUARDA – ALIENAÇÃO PARENTAL

No que tange à guarda da menor, o Código Civil positivou o princípio do melhor interesse da criança. Este princípio está expresso nos arts. 1.612, que diz:

Art. 1.612. O filho reconhecido, enquanto menor, ficará sob a guarda do genitor que o reconheceu, e, se ambos o reconheceram e não houver acordo, sob a de quem melhor atender aos interesses do menor.

Segundo o princípio em comento, a criança deverá ficar com o genitor que melhor possa atender aos seus interesses, tanto psicológicos, como materiais, higiênicos e educacionais, podendo ser o pai, a mãe ou um terceiro, levando-se em conta o grau de afinidade e afetividade.

Ainda, sobre a visitação e a sua necessidade, preleciona a Professora Maria Berenice Dias:

“Afinal, deixou o direito de convívio de ser um direito da mãe ou do pai de ter o filho em sua companhia. É muito mais um direito do filho de conviver com o genitor que não detém sua guarda. Assim, há uma obrigação – e não simples direito – dos pais de cumprirem horários de visitação. Trata-se de um dos deveres inerentes ao poder familiar, cujo descumprimento configura infração administrativa sujeita à multa de três a 20 salários mínimos (ECA 249). Igualmente, caracteriza abandono, a justificar até a destituição do poder familiar”. [1]

Dispõe o art. da Lei nº 12.318/2010:

Art. 2º Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.

Parágrafo único. São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:

I – realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; (…)

III – dificultar o contato de criança ou adolescente com genitor;

IV – dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar;

V – omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; (…)

VII – mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com outro genitor, com familiares deste ou com avós.

No caso em apreço, o que acontece é a tentativa da genitora de fazer uma verdadeira “lavagem cerebral”, de modo a comprometer a imagem que a criança tem do pai, além de fazer todos os esforços para impedir a convivência da menor com o genitor, inclusive com mudança de endereço para outro município.

As consequências da alienação parental são gravíssimas e, como descrito no art. da Lei nº 12.318/2010, “A prática da alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres à autoridade parental decorrentes de tutela ou guarda”.

Nas palavras de Maria Berenice Dias:

“Ao conseguir impressioná-los, eles sentem-se amedrontados na presença do outro. Ao não verem mais o genitor, sem compreenderem a razão do seu afastamento, os filhos sentem-se traídos e rejeitados, não querendo mais vê-lo. Como consequência, sentem-se desamparados e podem apresentar diversos sintomas. Assim, aos poucos se convencem da versão que lhes foi implantada, gerado a nítida sensação de que essas lembranças de fato aconteceram. Isso gera contradição de sentimentos e destruição do vínculo paterno-filial. Restando órgão do genitor alienado, acaba o filho se identificando com o genitor patológico, aceitando como verdadeiro tudo que lhe é informado.

O filho é utilizado como instrumento da agressividade, sendo induzido a odiar um dos genitores. Trata-se de verdadeira campanha de desmoralização.

[…] Pessoas submetidas à alienação mostram-se propensas a atitudes antissociais, violentas ou criminosas; depressão, suicídio e, na maturidade – quando atingida -, revela-se o remorso de ter alienado e desprezado um genitor ou parente, assim padecendo de forma crônica de desvio comportamental ou moléstia mental, por ambivalência de afetos.

[…] O filho é convencido da existência de determinados fatos e levados a repetir o que lhe é afirmado como tendo realmente acontecido. Dificilmente consegue discernir que está sendo manipulado e acaba acreditando que lhe é dito de forma insistente e repetida. Com o tempo, nem o alienador distingue mais a diferença entre verdade e mentira. A sua verdade passa a ser verdade para o filho, que vive com falsas personagens de uma falsa existência, implantando-se, assim, as falsas memórias.” [2](sem grifos no original)

Desta feita, tendo em vista o melhor interesse da criança e o dever dos pais de garantir o bem-estar da menor, inequívoco que o ideal, neste momento, é que a guarda da menor seja revertida ao genitor, nos termos do art. , VI, da LAP, dada a alienação parental aqui demonstrada.

Caso Vossa Excelência não entenda pela reversão da guarda, requer, subsidiariamente, seja ampliado o regime de convivência familiar em favor do genitor Requerente, conforme disposto no art. , inciso II, da Lei nº 12.318/2010, sendo determinado local para que o Requerente busque a criança no dia e local determinado, preferencialmente, na portaria do prédio do XXX, como foi determinado anteriormente, no processo XXX, em audiência ocorrida em XXX (Doc. 3) e que os familiares da Requerida, quando presentes no momento da visitação. No mesmo sentido, requer sejam discriminados pela Ré todos os gastos que tem com a menor atualmente.

DA TUTELA DE URGÊNCIA – ALIMENTOS

Dispõe o art. da Lei 5.478/68:

Art. 4º. Ao despachar o pedido, o juiz fixará desde logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles não necessita.

O insigne jurista, Humberto Theodoro Júnior, traz à baila entendimentos que corroboram as pretensões da Requerente:

“Como o sustento da pessoa natural é necessidade primária inadiável, não pode o seu atendimento ser procrastinado até a solução definitiva da pendência entre devedor e credor de alimentos. (…)

Haverá, outrossim, sempre a possibilidade de deferimento da liminar, inaudita altera parte, de uma mensalidade para mantença imediata. Essa concessão o juiz poderá fazer, a requerimento do interessado, mediante provisórios, em todos as casos.” [3]

Preleciona Pontes de Miranda:

“Assim, tendo os alimentos provisionais por finalidade proporcionar ao alimentando os recursos necessários para a sua manutenção na pendência da lide a fazer valer seu direito, compreendem eles, além do necessário ao sustento, vestuário, remédio, também o necessário para a procura e produção das provas na causa de que se tratar; as custas e mais despesas regulares feitas em juízo; os honorários de advogado; a execução da sentença.” [4]

Ademais, os alimentos provisórios encontram supedâneo do CPC, em seu art. 531.

Dessa maneira, requer digne-se Vossa Excelência a antecipar a tutela pretendida com fundamento no artigo 294 e seguintes do NCPC, determinando à Ré que efetue o pagamento dos alimentos, na proporção de 25% (vinte e cinco por cento) dos vencimentos que recebe atualmente, de modo a garantir o sustento e a própria sobrevivência da Requerente, evitando maiores danos, que serão de difícil, senão impossível, reparação. Em caso de desemprego, requer sejam os alimentos arbitrados em 1/3 do valor do salário mínimo vigente.

Diante da prova pré-constituída do parentesco, que se faz através da Certidão de Nascimento e RG anexos, resta comprovado o fumus boni iuris.

O periculum in mora se dá pela própria natureza do pedido, posto que não há nada mais urgente que o direito a alimentos, pelo simples fato de assegurar a vida e garantir a sobrevivência.

DOS ALIMENTOS

Com a reversão da guarda para o Autor, será necessário arbitrar alimentos a serem pagos pela genitora à criança.

O artigo 1.696 do diploma Civil diz que:

Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.

A Requerente encontra amparo legal no artigo 1.695 do Código Civil, que diz o seguinte:

Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode promover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los sem desfalque do necessário ao seu sustento.

Ademais, o dever de prestação de alimentos está expressamente previsto na Constituição Federal, em seu artigo 229, sendo dever dos pais satisfazer as necessidades vitais da Autora, vez que esta não pode provê-las por si.

Uma vez que a guarda da menor seja revertida para o genitor, faz-se necessário o arbitramento de alimentos a serem pagos pela genitora, pelo que se requer seja determinando à Ré que efetue o pagamento dos alimentos, na proporção de 25% (vinte e cinco por cento) dos vencimentos que recebe atualmente, de modo a garantir o sustento e a própria sobrevivência da Requerente, evitando maiores danos, que serão de difícil, senão impossível, reparação. Em caso de desemprego, requer sejam os alimentos arbitrados em 1/3 do valor do salário mínimo vigente.

DO PEDIDO

Diante de tudo o que fora acima ventilado, requer

a) A tramitação prioritária da demanda, nos termos do art. Art. 152, parágrafo único, da Lei 8.069/90 art. da Lei nº 12.318/2010;

b) O deferimento dos benefícios da Justiça Gratuita por ser pobre, na acepção jurídica da palavra, não podendo arcar com as despesas processuais sem privar-se do seu próprio sustento e de sua família;

c) A concessão da medida cautelar, nos termos do artigo 294 e seguintes do Código de Processo Civil, requer seja expedido, em caráter de urgência, mandado de busca e apreensão da menor, nos termos do art. da Lei nº 12.318/2010;

d) A concessão da medida provisória de urgência, com o arbitramento de alimentos provisórios, em valor equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) dos vencimentos líquidos da Requerida, ou, em caso de desemprego, 1/3 do valor do salário mínimo vigente, devendo os valores serem depositados na conta poupança do genitor do Banco Caixa Econômica Federal, Agência XXXX, operação XXX, Conta Poupança XXX, nos termos do art. da Lei nº 12.318/2010;

e) A citação da Requerida para, querendo, contestar dentro do prazo legal sob pena de sujeitar-se aos efeitos da revelia, nos moldes do art. 344 do CPC;

f) A intimação do representante do Ministério Público para intervir no feito, nos termos do art. da Lei nº 12.318/2010;

g) A procedência da presente ação para:

g.1) Reverter a guarda da menor ao genitor, nos termos do art. , VI, da LAP, dada a alienação parental demonstrada e devidamente comprovada, para garantir o melhor interesse da criança;

g.2) Uma vez que a guarda da menor seja revertida para o genitor, seja determinando à Ré que efetue o pagamento dos alimentos, na proporção de 25% (vinte e cinco por cento) dos vencimentos que recebe atualmente, de modo a garantir o sustento e a própria sobrevivência da Requerente, evitando maiores danos, que serão de difícil, senão impossível, reparação. Em caso de desemprego, requer sejam os alimentos arbitrados em 1/3 do valor do salário mínimo vigente, devendo os valores serem depositados na conta poupança do genitor do Banco Caixa Econômica Federal, Agência XXXX, operação XXX, Conta Poupança XXX;

g.3) Caso Vossa Excelência não entenda pela reversão da guarda, requer, subsidiariamente, seja ampliado o regime de convivência familiar em favor do genitor Requerente, conforme disposto no art. , inciso II, da Lei nº 12.318/2010, sendo determinado local para que o Requerente busque a criança no dia e local determinado, preferencialmente, na portaria do prédio do XXX, como foi determinado anteriormente, no processo XXXX, em audiência ocorrida em XXX (Doc. 3). No mesmo sentido, requer sejam discriminados pela Ré todos os gastos que tem com a menor atualmente.

h) Seja a Requerida condenada ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, nos moldes do art. 546 do CPC;

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, que ficam desde já requeridos, ainda que não especificados.

Dá à causa o valor de R$ XXX (valor por extenso).

Nestes termos, pede deferimento.

Cidade, 04 de novembro de 2016.

Advogada (o)

OAB/SP nº


[1] DIAS. Maria Berenice. Manual de direito das famílias / Maria Berenice Dias. – 11. Ed. Rev., atual. E ampl. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016.

[2] DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias / Maria Berenice Dias. – 11. Ed. Rev. Atual. E ampl. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016. Pág. 538/539

[3] THEODORO JÚNIOR, Humberto. Processo Cautelar, Leud, 10ª edição, pág. 316; 321.

[4] MIRANA, Pontes de. Tratado, cit. IX, § 1000, pág. 210.

 

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