Dia: junho 27, 2015

Juiz manda Google e Facebook tirar do ar imagens do corpo do cantor Cristiano Araújo

Juiz manda Google e Facebook tirar do ar imagens do corpo do cantor Cristiano Araújo

http://goo.gl/WBh4Dw | O juiz William Fabian, da 3ª Vara de Família de Goiânia, concedeu uma decisão liminar para que todas as imagens do corpo do cantor Cristiano Araújo, que mostrem a preparação antes do enterro, sejam retiradas das páginas do Google e Facebook. De acordo com o magistrado, assim que as empresas forem notificadas, devem seguir a determinação imediatamente. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 10 mil.

“O que fizeram foi um desrespeito muito grande, é extremamente revoltante. Por isso, se as companhias não retirarem essas fotos e vídeos do ar, os responsáveis legais por cada uma poderão até ser presos, pois a manutenção e divulgação configura o crime de vilipendiar cadáver [desrespeito ao corpo]”, afirmou o juiz ao G1.

Em nota, o Google informou que “ainda não foi formalmente intimado, razão pela qual não pode se pronunciar”. Já o Facebook ainda não enviou um parecer sobre o caso.

Em uma das fotos divulgadas, o cantor aparece com hematomas no rosto e, na outra, ele está com o terno que vestia quando foi sepultado. Já o vídeo mostra o processo de preparação do corpo.

A ação que pede a retirada das fotos é movida pelo escritório do cantor, o CA Produções Artísticas. A decisão liminar, publicada na noite de quinta-feira (25), destaca que todas as providências cabíveis sejam tomadas “para cessar, imediatamente, a disseminação das imagens degradantes na rede mundial de computadores”.

Uma das advogadas que representam o escritório, Amelina Moraes do Prado disse que a ação foi proposta visando preservar tanto a imagem do cantor quanto da namorada dele, Allana Moraes, de 19 anos, que morreu no mesmo acidente que o músico.

“Não respondemos legalmente por ela, mas, quando pedimos que todas as fotos do corpo do Cristiano antes do enterro, assim como as tiradas ainda no local do acidente, sejam bloqueadas, o objetivo também foi o de preservar a imagem da Allana, indiretamente”, explicou.

Ainda segundo a advogada, qualquer pessoa identificada disseminando as fotos e vídeos será processada. “Se houver essa identificação de alguém que segue divulgando, fazendo comentários jocosos, vamos tomar as medidas legais cabíveis para que responda pelo ato. Os familiares e a equipe do Cristiano ficaram consternados com essas imagens”, destacou.

O diretor de comunicação do cantor, Rafael Vannucci, afirmou ao G1 que a decisão judicial foi recebida pelos familiares e amigos do cantor “com alívio”. “Assim que soubemos dessas imagens já acionamos os nossos advogados, pois elas são revoltantes. Não por se tratar do Cristiano, que era famoso, mas é um desrespeito com o ser humano. Foi muita falta de amor ao próximo”, disse.

Investigação

A Polícia Civil indiciou duas pessoas pelo vazamento de fotos e vídeos em redes sociais. De acordo com o delegado Eli José de Oliveira, do 4º Distrito Policial de Goiânia, elas vão responder pelo crime de vilipendiar cadáver (desrespeito ao corpo), com pena que vai de um a três anos de prisão.

“São os dois funcionários da Clínica Oeste, onde o corpo foi preparado. Além disso, uma terceira pessoa, que foi quem divulgou as imagens, também poderá ser indiciada pelo mesmo crime”, disse Oliveira.

Os indiciados são os técnicos em tanatopraxia (procedimento de retirada dos fluídos do corpo para o enterro) Marco Antônio Ramos, de 41 anos, e Márcia Valéria dos Santos, de 39, que já foram ouvidos e liberados. O terceiro envolvido ainda vai prestar depoimento. Ele é colega de Márcia em um curso de enfermagem e apontado como o responsável por divulgar as imagens.

“A Márcia disse que o Marco só percebeu que ela estava gravando quando já estava no meio da filmagem, mas não a impediu. Depois, ela mandou esse vídeo para o colega, que estuda com ela, e foi ele quem postou nas redes sociais”, explicou Oliveira.

“Nos depoimentos, tanto o Marco quanto a Márcia assumiram que sabiam do regimento interno da clínica que impede o registro de imagens dos cadáveres. Ela afirmou que já trabalhava no local há quatro anos e que o ato foi impensado. Por isso, a clínica não deve ser responsabilizada. A não ser que os familiares entrem com ação na Justiça”, destacou o delegado.

Oliveira ressaltou que inquérito sobre o caso já está em fase final de conclusão. A sócia-proprietária da clínica, Laurinete Menezes Oliveira, também foi ouvida. “Ela ressaltou que todos os funcionários assinam o termo, que os responsabiliza pelos atos. Sendo assim, a clínica fica passível de uma ação cível, mas não criminal”.

Na manhã desta sexta-feira (26), a assessoria de imprensa da Clínica Oeste confirmou ao G1 que os funcionários já foram demitidos.

Em nota, o estabelecimento afirmou que repudia a ação dos empregados. “A Clínica Oeste existe há quatro anos e reitera seu compromisso com a ética, a transparência, o zelo pela prestação do serviço e o respeito às famílias, e se solidariza com todos os que, como ela, repudiam tal ato”, destacou o texto.

A advogada do escritório do cantor disse que a clínica será acionada judicialmente. “Vamos processá-los pedindo indenização por danos morais. A clínica foi contratada para os serviços e tem responsabilidade pelos atos dos seus funcionários”, afirmou Amelina Moraes do Prado.

O delegado destacou, ainda, que qualquer pessoa que divulgar as imagens fica passível de ser indiciada pelo crime de vilipendiar cadáver. “A gente não vai atrás de casos isolados, mas se houver denúncia, ela será apurada”, concluiu Oliveira.

Instituto Médico Legal

Ao G1, o médico legista Peterson Freitas Moreira, diretor clínico do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, disse que os registros não foram feitos dentro do órgão. Ele, inclusive, disse estar “indignado” com a situação.

“Isso é um absurdo. Ficamos sabendo do vazamento há poucas horas. O vídeo não foi feito aqui. Os dois funcionários que aparecem não trabalham no IML. Além disso, no caso das fotos, não somos nós quem vestimos os corpos”, enfatizou.

O médico explicou ainda que, no caso do sertanejo, foi necessário analisar o corpo, mas nenhum órgão foi retirado. Ele revela que participou da necropsia de Cristiano com mais dois profissionais e que nenhum estava com celulares. Além disso, um policial fazia a segurança da sala.

Segundo Peterson, em alguns casos, é preciso fotografar o corpo como forma de comprovar laudos e documentos. Porém, isso é feito de forma profissional e somente para interesse do IML. “Se um servidor age desta forma, ele tem que responder um processo administrativo, podendo até ser expulso do órgão”, informa.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária já havia informado que a Polícia Civil já concluiu que as imagens não foram feitas no IML e aponta que o local onde o vídeo foi feito pode ser a sala de um estabelecimento de preparação de corpos para velório e sepultamento.

Já o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) destacou que repudia a divulgação das imagens do corpo do cantor e que a clínica está regularmente inscrita no órgão. “Vamos apurar a divulgação das imagens nas redes sociais. Esclarecemos que a gravação do preparo do corpo só é permitida se necessária para registro interno e técnico deste ato médico. Ressaltamos que a divulgação do procedimento pode configurar infração ético-profissional”.

Morte

Cristiano Araújo morreu em um acidente de carro na BR-153, entre Morrinhos e Pontalina, na quarta-feira (24) quando voltava de um show em Itumbiara, no sul do estado. No veículo também estava a namorada do cantor, a estudante Allana Coelho, de 19 anos, que morreu no local, além do motorista do músico, Ronaldo Miranda, e do empresário Victor Leonardo – os dois se feriram, mas já receberam alta do Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG).

O corpo do cantor foi enterrado por volta das 12h de quinta-feira (25), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Mais de 1,5 mil pessoas, entre familiares, amigos e fãs, acompanharam a cerimônia, segundo estimativas da Polícia Militar. Eles deram uma salva de palmas e cantaram vários sucessos do artista durante a despedida.

O sepultamento do cantor ocorreu após um cortejo de 15 km em um carro dos bombeiros, que partiu do Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde o corpo foi velado por mais de 15 horas, até o local. O caixão estava coberto por uma bandeira do Brasil e outra do Vila Nova, time do coração do sertanejo.

O pai de Cristiano Araújo, João Reis de Araújo, estava muito emocionado durante o enterro. Outros parentes do músico e colegas de banda também estavam presentes. A mãe dele, Zenaide Melo, passou mal durante o velório e muito abalada, não compareceu ao sepultamento, assim como os filhos do artista, João Gabriel, de 7 anos, e Bernardo, de 2.

Diferente do previsto inicialmente, o corpo da namorada do músico, Allana, não foi enterrado ao mesmo tempo que o de Cristiano. O sepultamento dela ocorreu antes, por volta das 10h30, no mesmo local.

O velório começou na tarde de quarta-feira (24). Durante toda a noite, familiares, amigos e fãs estiveram no local para prestar a última homenagem. Veja fotos da despedida.

Famosos, como os cantores Leonardo, Henrique e Juliano, Guilherme (da dupla com Santiago), Mariano (da dupla com Munhoz) e Bruno (da dupla com Marrone), foram se despedir do artista. “É um cara que passou muitas mensagens nas suas músicas, sua energia e positividade”, disse Mariano. “Coração está dilacerado. A tristeza é muito grande”, afirmou o cantor Eduardo Melo.

Por volta das 8h30 de quinta-feira, uma missa foi celebrada pelo padre Marcos Rogério, da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, igreja que o sertanejo frequentava.

Milhares de fãs enfrentaram mais de duas horas na fila para prestar homenagens ao ídolo. Alguns chegaram a dirigir mais de 11h para acompanhar a cerimônia. Segundo a Polícia Militar, cerca de 50 mil pessoas estiveram no velório.

Fonte: G1

Delação de empreiteiro aumenta pressão sobre governo Dilma e o PT

SÃO PAULO,SP,14.11.2014:OPERAÇÃO-LAVA-JATO - Presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa chega a Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo, SP, nesta sexta-feira (14). A Polícia Federal (PF) deflagra a sétima fase da Operação Lava Jato, cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal. (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***

Ricardo Pessoa, presidente da construtora UTC, na chega à Polícia Federal quando foi preso

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO,SP,14.11.2014:OPERAÇÃO-LAVA-JATO –  (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress)  PARCEIRO FOLHAPRESS – FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIO

DE BRASÍLIA

26/06/2015 19h54 – Atualizado às 20h33

Depoimentos prestados pelo empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, aos procuradores da Operação Lava Jato ampliaram as pressões sobre o governo da presidente Dilma Rousseff e o seu partido, o PT, lançando novas suspeitas sobre a maneira como as campanhas petistas foram financiadas nos últimos anos.

Um dos empreiteiros investigados pela Operação Lava Jato por causa de seu envolvimento com o esquema de corrupção descoberto na Petrobras, Pessoa fez acordo com a Procuradoria-Geral da República para colaborar com as investigações em troca de uma pena reduzida. O acordo foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta (25).

Pessoa afirmou aos procuradores que doou R$ 7,5 milhões à campanha à reeleição de Dilma no ano passado por temer prejuízos em seus negócios na Petrobras se não ajudasse o PT. Como a Folha revelou em maio, a doação foi feita legalmente e ele disse que tratou da contribuição diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, o atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva.

Nesta sexta-feira (26), a revista “Veja” afirmou que o empresário também revelou em seus depoimentos aos procuradores repasses de R$ 15 milhões que teria feito ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e R$ 750 mil ao ex-deputado federal José de Filippi (PT-SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2010 e hoje é secretário da administração do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, Pessoa indicou aos procuradores que os repasses para Vaccari e Filippi foram feitos de maneira ilegal, e não por meio de doações oficiais. Em nota, a assessoria de imprensa do PT afirmou que “todas as doações recebidas pelo partido aconteceram estritamente dentro da legislação vigente e foram posteriormente declaradas à Justiça”.

Como a Folha informou nesta sexta (26), Pessoa também detalhou em um de seus depoimentos a maneira como foi negociada uma contribuição feita à campanha do petista Aloizio Mercadante ao governo do Estado de São Paulo, em 2010. Segundo a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, Mercadante recebeu uma doação de R$ 250 mil da UTC em 2010.

Pessoa também disse que deu R$ 2,4 milhões à campanha de Lula por meio de contribuições clandestinas. Afirmou ainda que, a pedido de Vaccari, pagou outros R$ 2,4 milhões para quitar dívida que a campanha de Haddad teria deixado com uma gráfica em 2012. O doleiro Alberto Youssef, outro operador do esquema de corrupção na Petrobras, teria viabilizado o pagamento. Em maio, o PT rejeitou as acusações do empresário.

O dono da UTC também disse ter feito um repasse de R$ 1 milhão ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), que foi ministro de Minas e Energia no primeiro mandato de Dilma. O empresário contou que Lobão recebeu R$ 1 milhão para não criar empecilhos na obra da usina nuclear de Angra 3.

Outros políticos também foram citados por Pessoa como recebedores de verba do esquema. Segundo a “Veja”, receberam repasses o senador Fernando Collor (PTB-AL) –R$ 20 milhões– e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado –R$ 1 milhão.

A revista também listou como beneficiários os senadores Gim Argello (PTB-DF) –R$ 5 milhões–, Ciro Nogueira (PP-PI) –R$ 2 milhões–, Aloysio Nunes (PSDB-SP) –R$ 200 mil– e Benedito de Lira (PP-AL) –R$ 400 mil–, e os deputados Arthur Lira (PP-AL) –R$ 1 milhão–, Júlio Delgado (PSB-MG) –R$ 150 mil– e Dudu da Fonte (PP-PE) – R$ 300 mil.